Raul Seixas Exalava Perfume?

Em uma cena do filme “Raul – O início, o fim e o meio”, um entrevistador pergunta a uma das ex-esposas de Raul Seixas, se era verdade que junto dele podia-se sentir o perfume de flores, ao que ela respondeu “Sim”. Numa cena subsequente, a mesma pergunta é feita para outra ex-esposa, a qual justifica essa crença pelo fato de Raul ter sido diabético. Raul Seixas adquiriu pancreatite crônica devido ao consumo abusivo de álcool, tendo sido submetido a cirurgia para remoção de um cisto pancreático, quando então desenvolveu diabetes mellitus. Ao que tudo indica a aderência ao tratamento da doença era ruim, devido principalmente à dependência alcóolica, o que culminou com sua morte aos 44 anos de idade. Portanto, o perfume que Raul Seixas emanava era, na verdade, hálito cetônico. Os corpos cetônicos (acetona, ácido aceto-acético e ácido beta-hidroxibutírico) são produzidos no fígado a partir de ácidos graxos, como fonte de energia alternativa à glicose. Eles são fabricados em maiores quantidades quando existe baixa entrada de glicose para o interior das células, como no caso do jejum prolongado ou pela falta de insulina no diabetes mellitus. Outras causas menos comuns de cetose são gravidez, dietas muito restritivas em carbohidratos e, eventualmente, doença hepática. Os corpos cetônicos produzidos em excesso são excretados pela urina e, por serem voláteis, também expelidos pela respiração. O hálito cetônico é um perfume adocicado, comparado ao de maçãs apodrecidas, facilmente identificado em quadros de cetoacidose diabética.
O mito tem razão de ser. O ”maluco beleza” realmente exalava perfume, o aroma da cetose diabética.

Raul-seixas

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